06mar.

Importância do gerenciamento de risco no transporte rodoviário

Sem riscos não há recompensas. Esse ditado é um incentivo a ser arrojado, a não temer o risco de modo a prejudicar os resultados. Porém, alguns problemas é bom evitar. No ramo do transporte rodoviário isso é praticamente impossível, pois os certos problemas são inerentes a esse tipo de negócio.

O negócio compõe mais de 60% da movimentação de cargas no Brasil. A responsabilidade e o dinheiro envolvidos nesse tipo de atividade são enormes. Por conta disso, os riscos, por menores que pareçam, podem ter consequências enormes e causar muita dor no bolso, tanto dos agricultores como das transportadoras. Para evitar que isso aconteça vamos ver algumas das maiores fontes de riscos, além de possíveis maneiras de diminuir seus efeitos.

O Gerenciamento

O processo de gerenciar os riscos no transporte rodoviário não consiste apenas no momento em que o produto está na estrada. A logística envolve todo o processo, desde as redes de distribuição, o transporte em si e o armazenamento. Para o cliente, o procedimento começa antes mesmo de tudo isso, no momento de escolher a transportadora. É ideal escolher uma boa empresa, com uma reputação positiva, que irá cuidar com carinho da carga a ser movida.

Esse cuidado surge a partir de algumas necessidades. Primeiramente, o alto número de roubos que, infelizmente, é uma realidade no Brasil. Em segundo lugar, a possibilidade de acidentes sempre existe. Por fim, falta de conhecimento de legislações podem levar a apreensões e multas.

Todos esses problemas podem causar danos pontuais, como perda ou atraso nas cargas e, pior ainda, danos a longo prazo que mancham a reputação da empresa. Para garantir a entrega é fundamental ter um sistema eficiente de controle das informações, para que nada se perca.

Ação criminosa

Um dos principais problemas no transporte de cargas por via rodoviária é o risco de roubos. Caminhões são frequentes alvos de ações criminosas por conta de alguns fatores. Em primeiro lugar, é relativamente fácil abordar um veículo em uma estrada, em comparação ao um trem, por exemplo. Já as rodovias, especialmente à noite, estão mais vazias, fazendo com que a identificação seja mais difícil e o número de possíveis testemunhas seja menor. Além disso, como no Brasil esse tipo de carregamento é o mais comum, existe uma boa chance do criminoso encontrar um alto valor.

Por isso, com o objetivo de cuidar da segurança da carga e, especialmente, dos motoristas são tomadas algumas medidas. Horários de viagens em momentos de menor risco, além de pausas para repouso e o uso de rotas mais seguras, de preferência com alguma fiscalização. De acordo com o valor da carga, existe até mesmo a possibilidade de monitoramento via GPS e de câmeras de segurança no veículo.

Os Acidentes

Acidentes muitas vezes são imprevisíveis e por isso não podem ser evitados. Mas, por outro lado, existem fatores que podem tornar os problemas mais frequentes. E são neles que o Gerenciamento de Riscos precisa estar de olho. Batidas nas estradas, por exemplo, podem prejudicar o transporte e causar muito prejuízo.

No Brasil, infelizmente, não é possível contar com uma boa manutenção rodoviária, por isso, é comum encontrar estradas esburacadas, com placas de sinalização ilegíveis. O risco de acidentes nesse tipo de trajeto é ainda mais elevado. Algumas medidas podem ser tomadas pela transportadora para diminuir essa chance. Em primeiro lugar, o motorista tem que estar sempre atento. Porém, como todos nós, ele cansa. Logo, é fundamental elaborar uma rota que permita que o funcionário descanse e, por consequência, esteja mais preparado para responder a um imprevisto. Além disso, é necessário elaborar uma rota inteligente, que evite passar por setores em que a estrada esteja pior. O trabalho de dirigir não é só do motorista.

Contudo, a situação é ainda pior em locais em que há inundação da pista ou deslizamentos de terra, que tornam a movimentação inviável. Enquanto esse tipo de problema dificilmente resulta em acidentes, a não ser que o motorista esteja lá no momento errado, é um verdadeiro pesadelo logístico ter que improvisar uma nova rota. O setor de inteligência precisa funcionar melhor do nunca neste momento avisando o motorista que aconteceu um acidente e estabelecendo um novo caminho e evitando ao máximo pontos em que a chance é alta.

É preciso cuidar das ferramentas

Assim como um músico precisa cuidar de seu instrumento, as transportadoras também precisam. Primeiramente, os caminhões. Como se tratam de veículos muito pesados e complexos, o custo de manutenção pode ser bem alto. Desalinhamento das rodas, falta de óleo no motor e outros fatores podem ter sérias consequências. Por exemplo, uma entrega por ser muito atrasada porque o caminhão parou de funcionar na estrada. Uma situação extrema como essa é evidentemente, trágica, mas situações menores quando acumaladas são tão ruins quanto. Maus cuidados com os veículos podem gerar custos desnecessários de manutenção.

A ferramenta primordial para uma transportadora porém, é o motorista. Sem ele, nada mais funciona. Por isso é necessário um cuidado altíssimo no momento de seleção de um funcionário. O melhor jeito de diminuir os riscos nesse ponto é garantir ao máximo possível a saúde física e mental, além da habilidade e do conhecimento do profissional.

Os problemas legais

O governo brasileiro funciona de maneira ideal quando é conveniente para ele. Nada deixa isso mais claro, do que as multas. Pequenos deslizes, que não parecem grande coisa, podem trazer algum prejuízo. Por exemplo, a multa por não possuir alguns documentos necessários é de 550 reais. Em casos piores, de apreensão do veículo ou da carga, as consequências são ainda piores. Além do prejuízo financeiro, a imagem da empresa pode sofrer um baque forte. Isso pode parecer algo óbvio, mas trabalhar com gerenciamentos de riscos muitas vezes inclui não deixar o óbvio passar.

O gerenciamento de riscos não é uma tarefa simples. Problemas podem surgir a qualquer momento, por vários motivos. Por conta disso, para que esse tipo de trabalho tenha sucesso é necessário pensar em todos os aspectos possíveis. Diminuir os riscos, significa evitar despesas e aumentar os lucros.

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