06mar.

Por que o transporte rodoviário é o mais utilizado no Brasil?

O Transporte Rodoviário

Um país com dimensões continentais como o Brasil precisa de planejamento logístico para que se consiga realizar a distribuição de produtos e de bens para o máximo possível da população. Para isso, é necessário que exista um estudo que faça a relação custo-benefício e determine qual o melhor meio de transporte.

Tanto o de carga quanto o de passageiro tem seus custos e, a partir de uma pesquisa, é capaz de se chegar ao consenso do que é mais rentável para a empresa de transporte.

Quando se fala de transporte, lembra-se de carro, caminhão, trem, barco e avião. Cada um deles, com seus prós e contras, servirão para realizar a tarefa que for determinada, e tudo dependerá do trajeto que tenha de ser feito e de que carga será transportada.

Porém, devido a problemas estruturais, falta de regulamentação e de expansão de trajetos já existentes, cerca de 75% de tudo que é levado de uma ponta a outra do país é feita através do transporte rodoviário. Ou seja, a utilização de carros e caminhões domina o segmento.

Mas e os outros meios?

Com um país tão grande como o Brasil, com tantos rios, por que o transporte hidroviário (aquele feito com balsas, navios ou barcos), é tão pouco explorado?

Este é um tema complexo e são vários os fatores que fazem esse tipo de transporte ser utilizado apenas em casos específicos.

Apesar de, como já citado anteriormente, existir um “caminho” para que sejam levados os produtos de um lado a outro do país, a burocracia, a precariedade dos portos (quando o transporte é feito através da costa brasileira), e a fiscalização, tornam esse transporte lento e oneroso.

Mesmo com grandes portos como o do Rio de Janeiro, Itajaí e Santos, que tem trafego e movimentam milhões de reais, esse meio não é utilizado em grande escala. Isso é aplicado de maneira interna, pois quando se fala de exportação e importação, aí sim os navios e balsas tem um papel importante, pois conseguem carregar grandes cargas e produtos variados ao mesmo tempo.

No setor aéreo de transporte de cargas, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o crescimento em 2017 foi de 7,06% em comparação com o ano anterior. Isso significa que as empresas de transporte aéreo brasileiro transportaram, em ambiente doméstico, 63 mil toneladas de carga.

O setor ferroviário, ou seja, aquele feito através de trens teve seus dados divulgados, em 2017, pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e mostrou que em 10 anos, o volume de cargas cresceu em 30%. Essa porcentagem representa um aumento de 114,691 milhões de toneladas.

O relatório ainda informa que o minério de ferro, as cargas de contêineres e o açúcar teve um crescimento. Outro fator importante para essa evolução deveu-se a diminuição do número de acidentes em todas as concessionárias que foram objetos da pesquisa. Porém, mesmo com esses números que parecem ser favoráveis, o meio de transporte que ainda é o mais utilizado é o das rodovias.
O domínio que essa modalidade de transporte exerce sobre as demais é grande e um dos motivos é a falha na infraestrutura dos outros meios. Seja no setor aéreo ou hidroviário, alguns problemas aparecem e ocasionam a dispensa desses meios.

Tipos de veículos utilizados

No transporte rodoviário, pode se distinguir os veículos entre os que fazem transporte de passageiros e de cargas. No caso das pessoas, pode ser utilizado:

– Van: Conhecidos em alguns lugares como “peruas”, são veículos que podem transportar uma média de 12 pessoas e são utilizadas para o deslocamento de passageiros para distâncias um pouco maiores do que o transporte público convencional.

– Micro-ônibus: tem como diferencial, com relação às vans, a capacidade maior de transporte de pessoas, podendo exibir modelos com 18, 26, 31 e até 35 lugares. Além disso, consegue percorrer maiores distâncias e oferecer, ao seu usuário um maior conforto e mais espaço para bagagens.

– Ônibus: utilizados em maior número do que os outros dois exemplos citados podem percorrer grandes distâncias e carregar um número ainda maior de pessoas. Tudo dependerá do número de usuários e/ou da distância que deverá ser percorrida.

Quando se fala de cargas, os tipos de caminhões mais usados são:

– Baú: de tamanhos variados, essa modalidade tem como característica ter a carroceria totalmente fechada, parecida com um contêiner. Funciona bem para a preservação do que será transportado;

– Plataforma: para transportar contêineres ou grandes cargas;

– Caçamba: utilizado para transportar cargas a granel;
– Aberto: volumes pequenos e/ou não perecíveis. Em caso de chuva, pode ser utilizada uma lona.

– Refrigerado: com características semelhantes ao baú, é utilizado para o transporte de alimentos perecíveis. Possui características próprias para poder refrigerar a carga;

Características do Transporte Rodoviário

Alcance

São frequentes as notícias relatando as péssimas condições das estradas brasileiras, e, mesmo as que estão em melhores circunstâncias devido a ação direta de empresas privadas que, através de pedágios, melhoram os trechos e os tornam mais seguros.

Porém, mesmo em situações desfavoráveis, as estradas conseguem chegar em locais que de outra forma seria quase impossível. Por exemplo: no hidroviário, se o local não tem um rio que tenha uma ligação com outros, a carga não chegará. E o aéreo depende da construção e manutenção de, pelo menos, uma pista segura o suficiente para o pouso de uma aeronave.

Custos

Quando a carga é variada e em menores proporções, o transporte rodoviário mais uma vez é a melhor escolha. Por mais que possua despesas com relação a combustível, manutenção dos veículos e, como mencionado acima, o pedágio, ainda é melhor no custo-benefício que os trens. O panorama só muda quando é necessário o transporte de uma grande carga.

Devido à malha ferroviária ser pequena, muitas vezes o transporte acaba sendo divido, ou seja, uma parte do trecho é feito com um caminhão, depois passa para um trem e, algumas vezes retorna para a estrada.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é que a mão de obra qualificada para a condução dos meios ferroviários e hidroviários é mais escassa que nas rodovias.

Burocracia

Principalmente quando se fala de transporte aéreo, a demora em liberar as mercadorias pode comprometer todo um planejamento. O problema pode ser ainda maior quando a carga é proveniente do exterior. Nesse ponto, mais uma vez o transporte rodoviário pode ser mais eficaz.

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